
Perguntamos à IA quem indicar em 18 buscas: ela cita seu site, não seu Instagram
Testamos a IA do Google em 18 buscas reais de clínica, médico e agência. Em 92% das vezes ela citou o site do negócio — e em 1%, a rede social. O que isso muda pra você.
Todo mundo pergunta "como apareço no ChatGPT". A gente resolveu medir. Pegamos a IA de busca do Google — o Gemini com grounding, o mesmo motor que monta os resumos de IA (AI Overviews) que já aparecem no topo das buscas — e fizemos 18 perguntas reais de cliente brasileiro. Depois olhamos uma coisa só: quando a IA recomenda um negócio, de onde ela tira a informação?
O resultado tem uma lição direta pra qualquer clínica, consultório ou empresa.
Como foi o teste
Em junho de 2026, rodamos 18 buscas que um cliente faria de verdade, em três grupos:
- Clínica de estética ("melhor clínica de estética em Curitiba", "onde fazer botox com segurança em BH"…)
- Médico / consultório ("melhor dermatologista em Foz do Iguaçu", "psiquiatra bom em Curitiba"…)
- Agência de marketing ("agência de marketing para clínica de estética"…)
Pra cada busca, registramos todas as fontes que a IA citou pra montar a resposta (o que o Google chama de grounding) e classificamos cada uma: site próprio do negócio, portal/agregador (tipo Doctoralia) ou rede social.
O que a IA citou — em números
Foram 204 fontes citadas nas 18 buscas. A divisão:
- 92% eram o site próprio de uma empresa (188 de 204).
- 7% eram portais/agregadores (14 de 204).
- 1% eram redes sociais (2 de 204).
E o dado que mais importa: em 18 das 18 buscas, a IA citou pelo menos um site próprio de negócio. Não teve uma única busca em que ela recomendasse alguém só pelo Instagram ou pelo Google Maps.
A lição: a IA lê seu site, não seu Instagram
Esse é o ponto que pega a maioria dos negócios de surpresa. Você investe pesado em rede social — e a rede social apareceu em 1% das fontes que a IA usou pra recomendar alguém. O Instagram é ótimo pra quem já te conhece. Mas, na hora em que um cliente novo pergunta à IA "qual a melhor clínica em [cidade]", a IA vai buscar a resposta em sites — e cita quem tem um, com conteúdo que responde à pergunta.
Quem não tem site, ou tem um site fraco e sem conteúdo, simplesmente não existe nessa resposta. Não é que esteja mal posicionado: ele não é uma fonte que a IA consiga citar.
A exceção: saúde e os portais
Teve um padrão setorial. Nas buscas por médico, um portal apareceu forte: o Doctoralia foi a fonte mais citada de todo o estudo (10 vezes). Faz sentido — em saúde, os agregadores de agendamento têm muita autoridade. Mas mesmo ali, os sites próprios das clínicas e dos médicos dominaram o conjunto das citações. O portal ajuda; o seu site decide.
O que fazer com isso
Se você quer ser recomendado quando o cliente pergunta à IA:
- Tenha um site de verdade — não um cartão de visitas digital, um site com conteúdo que responde as perguntas reais do seu cliente (o que você faz, pra quem, como, onde).
- Responda no site o que a pessoa pergunta — "dói?", "quanto custa?", "é seguro?", "atende minha cidade?". É isso que a IA extrai e cita.
- Não dependa só da rede social — ela constrói relação, mas não é a fonte que a IA usa pra te indicar pra quem ainda não te conhece.
- Apareça onde a IA confia — site rastreável, presença no Google, e menções em lugares de autoridade do seu setor (em saúde, os portais).
Isso é o coração do que a gente chama de AEO — aparecer nas respostas das IAs. E começa por algo simples e velho: ter um site que responde de verdade.
Metodologia
Teste feito pela INFI em junho de 2026 com o Gemini 2.5 Flash (Google) usando google_search grounding, 18 consultas em português simulando buscas de cliente final nas áreas de estética, saúde e marketing. Classificamos as fontes do grounding por tipo (site próprio, portal, rede social). É um recorte do motor do Google — ChatGPT e Perplexity usam índices próprios (Bing) e podem variar. Números brutos disponíveis sob pedido.
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